Fui viajar este feriado, por isso não fiz sopa. Fui com meu grande e único amigo, que pede para que eu não fale sobre ele aqui (ok, parei!). Bom, o fato é que ele possui um toca-fitas no carro, e eu me lembrei da época das fitas.

Eu gravava tudo, até música de rádio (com vinheta em cima e tudo!). Mas surgiu uma dúvida: se uma música estava sendo gravada, e acabasse a fita mais ou menos no meio, o que fazer?
Alternativa 1
Virar o lado, e gravar tudo denovo. Já que iria ficar um espaço em branco, deixa o pedaço da música lá, e depois grava ela inteira.
Alternativa 2
Apagar o pedaço cortado da música, deixar este espaço em branco, e gravar do outro lado. Pra que ouvir uma mesma música 2 vezes na sequência?
Alternativa 3
Continuar gravando do outro lado a partir de onde cortou.
Alternativa 4
Calcular o tempo das músicas antes de gravar, e fazer a edição para que fique com os tempos certos.
Muitos outros fatores influenciavam na escolha. Dependia se era uma música que eu gostava muito, ou se era uma obra completa que eu não queria desrespeitar. Ou ainda se cortou no final, que não fazia diferença, ou se cortou bem naquele solo, que era o diferencial da música. O nível de respeito x interferência também contava, dependendo do músico/ artista em questão.
Hoje a música está cada vez mais “livre”, não está nas fitas, nos discos, e principalmente, não é das gravadoras! É meio bizarro mesmo que música tenha que estar em algum lugar, como que “pagar pra respirar” pra mim. Mesmo estando em um suporte magnético, quando eu gravava minhas fitas, estava contribuindo singelamente para este panorama: eu gravava do jeito que eu achava melhor, k7!